Poupança tem maior captação para meses de abril em cinco anos
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O resultado de abril ainda não abrange as mudanças recentes na poupança, embora já houvesse rumores de que o governo mexeria no rendimento da mais tradicional modalidade de investimentos do país - o que acabou se confirmando. Na última semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a remuneração da caderneta de poupança passará a ser atrelada aos juros básicos da economia brasileira. A medida produz impactos somente de sexta-feira (4 de maio) em diante. O objetivo do governo é permitir a redução maior dos juros básicos da economia, atualmente em 9% ao ano. O mercado financeiro espera um corte para 8,5% ao ano, se confirmado o menor patamar da história, já no fim deste mês. Mudanças A decisão é de que a poupança passe a render 70% da taxa Selic, que é fixada a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, mais a variação da Taxa Referencial (TR). A regra será aplicada somente quando os juros básicos recuarem para 8,5% ao ano, ou abaixo disso. A modalidade continuará isenta do Imposto de Renda (IR). Depósitos e retiradas No mês passado, ainda de acordo com o BC, os depósitos de recursos na caderneta de poupança somaram R$ 96,19 bilhões, ao mesmo tempo em que as retiradas de recursos somaram R$ 94,22 bilhões. Em março deste ano, R$ 2,5 bilhões já havia ingressado na poupança. Nos primeiros dois meses de 2012, porém, os brasileiros retiraram mais recursos do que depositaram na modalidade. Em fevereiro, a poupança havia "perdido" R$ 412 milhões e em janeiro, R$ 2,8 milhões. Acumulado do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo números do Banco Central, a captação líquida de recursos da poupança (acima do volume de saída de recursos) somou R$ 4,17 bilhões. O resultado representa forte melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve saída de R$ 1,92 bilhão da poupança. Nos quatro primeiros meses de 2010, porém, foi contabilizado o ingresso de R$ 5,94 bilhões. Rendimento Os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, por sua vez, totalizaram R$ 2,34 bilhões em abril. Nos quatro primeiros meses deste ano, R$ 9,19 bilhões foram creditados nas contas dos poupadores. No mesmo período, a poupança rendeu cerca de 2,3%. Estudo da Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) informa que, mesmo com a alteração das regras, que baixará o rendimento da poupança em caso de queda na taxa Selic, a modalidade continuará se destacando frente aos fundos de renda fixa por não ser taxada com Imposto de Renda e não ter taxa de administração. "Quanto à rentabilidade das novas poupanças, mesmo com as alterações feitas, que vão provocar uma redução em sua rentabilidade se comparadas às contas antigas, mesmo assim elas vão continuar se destacando frente aos fundos de renda fixa, pelo fato que não pagam imposto de renda nem taxas de administração. Este fato deverá provocar reduções nos custos das taxas de administração dos bancos para não perderem clientes", avaliou a Anefac. Fonte: G1 |
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