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As cadernetas asseguram mais crédito imobiliário

Os depósitos em caderneta de poupança foram de R$ 5,1 bilhões, em termos líquidos, em junho, os maiores para o mês em 10 anos, e de R$ 14,8 bilhões, no primeiro semestre, segundo o Banco Central. Confirma-se também que a caderneta não perdeu aplicadores com a mudança das regras em maio. No último bimestre, a entrada líquida de recursos foi de R$ 11,4 bilhões, embora os depósitos feitos após 3 de maio tenham menor rentabilidade.Com a Selic vigente, de 8,5% ao ano, as cadernetas rendem 0,48% ao mês.

Especialistas a creditam que os aplicadores comparem a rentabilidade da poupança com a de fundos de investimento para carteiras de pequeno valor, constatando que a remuneração das cadernetas continua competitiva. Em junho, segundo o Banco Central, os depósitos nas cadernetas de poupança somaram R$ 98,8 bilhões e os saques, R$93,7 bilhões.

O montante vultoso se explica porque muitos aplicadores usam as cadernetas como se fossem uma conta-corrente; mesmo assim, os saques dão uma ideia do volume de recursos que já não obtêm a renda de 0,5% ao mês. O saldo positivo das cadernetas mostra também que muitas famílias parecem antecipar-se a dificuldades futuras, ainda que até agora não tenham sido atingidas pela crise. As contas de poupança são a principal fonte de recursos dos empréstimos imobiliários, que cresceram 1,4% entre os primeiros cinco meses de 2011 e 2012.

Fonte: O Estado de S.Paulo