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Crise leva brasileiros a buscar alternativas para poupar

6 de setembro de 2018

Guardar dinheiro nunca foi um hábito comum entre os brasileiros. Dados mais recentes do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que, em maio, apenas 16% da população conseguiu garantir uma reserva financeira.

As incertezas econômicas do país e o receio do desemprego fizeram o vendedor Jhonata Montans, 21 anos, buscar ajuda para iniciar uma poupança. “Antes, eu gastava com besteira. Mal recebia e uma semana depois já estava contando os dias para o próximo pagamento”, relata. Ele e a namorada fizeram um curso de como gastar menos do que se ganha. Hoje, têm uma poupança em conjunto, tanto para emergências quanto para o casamento. “Queremos viajar na lua de mel, mas seria impossível se eu não tivesse procurado ajuda”, afirma.

poupança ainda é a modalidade de investimento mais popular do país, usada por 60% daqueles que conseguem economizar. “Esse momento de instabilidade faz com que seja muito mais difícil poupar. E quem tem algum recurso extra opta pela caderneta”, afirma o Superintendente do SPC Brasil, Flávio Borges.

O imediatismo é um dos fatores que prejudicam na hora de fazer a reserva, na visão de Sandro Mattos, que atua no DSOP, organização dedicada à educação financeira. “Além da instabilidade e do desemprego, as pessoas se preocupam somente com o que desejam agora e tomam atitudes equivocadas”, diz.

Fuja do endividamento

  • Comece devagar: quem não tem dinheiro guardado deve começar aos poucos. Estabeleça algumas metas de valores que serão poupados
  • Lide antes com as dívidas: para começar a poupar, é necessário estar em dia com as contas. Não há por que colocar dinheiro na caderneta se estiver com dívidas atrasadas
  • Organize as despesas: comece entendendo como são suas contas e onde você está gastando demais. Corte os supérfluos, um pouco a cada mês
  • Tenha poucos cartões: apesar da vantagem de ter mais de uma opção de data de pagamento, não é recomendável ter muitos cartões de crédito. Essa é uma das armadilhas que estimula o consumo e leva à inadimplência
  • Negocie a anuidade: tente negociar o valor com a administradora do cartão. Se não der certo, pesquise opções que não cobram anuidade e/ou os que são controlados por aplicativo, por exemplo
  • Planeje o dia da compra: se o orçamento já estiver curto em determinado mês, vale a pena adiar a compra para depois do fechamento da fatura do cartão de crédito. Conforme a data planejada, essa prática faz com que o consumidor ganhe até 40 dias para o pagamento
  • Não caia no rotativo: tente não fazer o pagamento mínimo da fatura. Se perceber que não dispõe do valor todo, entre em contato com a administradora e tente um acordo
  • Não confunda limite com renda: apesar da tentação para o consumo, lembre-se de que o limite do cartão não é uma renda complementar. Faça uso moderado e consciente, afinal, cedo ou tarde, tudo o que foi gasto terá de ser pago
  • Cuidado com os cartões sem limites: algumas instituições financeiras oferecem cartões ilimitados. Apesar dos benefícios, eles costumam ter anuidades mais caras

Fonte: www.folha.uol.com.br, com adaptações

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